quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A Manipulação da História no Ensino e nos Meios de Comunicação

Resenha do livro: A Manipulação da História no Ensino e nos Meios de Comunicação

A História nos coloca em contato com o passado que não vivemos, sociedades que já não existem mais e culturas que não conhecemos. Desta forma, o modo como iremos conhecê-la, sobretudo na infância, servirá como base para formar nossas ideias, conceitos e opiniões sobre um período, um povo ou um acontecimento. Sendo assim, devemos considerar que a forma como uma história é contada, também é uma forma de poder, e detendo-se o poder de se controlar o passado, se tem o poder de explicar o presente e determinar o futuro.

A televisão, as histórias em quadrinhos, os filmes e principalmente os livros didático, serão responsáveis por transmitir a História às pessoas. O importante a se considerar sobre isso é que esse material foi produzido por alguém, Estado, instituições religiosas ou privadas, partidos políticos, e que, portanto, reflete sua subjetividade. A História contada é organizada de forma a corresponder às necessidades e interesses de quem as escreveu.

Neste livro, Marc Ferro tem como objetivo mostrar que a História reflete mais os problemas do presente, do que os do período estudado. Para isso, a cada capitulo ele percorre a História em diferentes países mostrando que, mesmo assumindo perspectivas e formas diferentes, ela sempre assume uma função política.

Entretanto, é de fundamental importância considerar que os documentos referidos pelo autor correspondem ao que foi produzido até o período presente a elaboração do livro.

A História “branca”, das relações entre os europeus e o resto do mundo, que se apresenta com mais ou menos os mesmos princípios nos países da Europa, tem sido cada vez mais contestada pelos povos conquistados e colonizados. No entanto, o primeiro capitulo do livro trata de uma História branca contada e ensinada na África do Sul.

A História africânder traz a religião como parte fundamental. A partir disso, sua trajetória passa a ser uma peregrinação, da chegada dos colonos e da Grande Migração. Nessa História, a África do sul aparece como a terra da tolerância religiosa e do acolhimento, mas também do sofrimento causado pela chegada dos ingleses e portugueses. Ela ressalta a superioridade branca, além de afirmar que a chegada de bôeres e bantos se deu de forma simultânea, o que coloca os africânders como salvadores dos negros. Tudo isso serviria para justificar o Apartheid.

A História da África Negra, por sua vez, retratada no segundo capítulo, apresenta-se estratificada em três níveis: o mais forte, da tradição oral, a História ensinada pelo colonizador e a História descolonizada. Essa História se mistura ao mito, trazendo os grandes heróis como símbolos da negritude.

Para o povo anhi da Costa do Marfim, a História não constitui um campo do saber, ela é para poucos, relembrada apenas em cerimonias e usada para dar bons exemplos, já que nela os personagens não possuem fraquezas e as guerras nunca são perdidas. Ela vai da habitação da região à colonização. Já, para os senegaleses, a História, antes feita pelos colonos, com poucas menções à África, que seguia o que se era ensinado na França, valorizando a origem gaulesa, tentando transformar os africanos em “franceses”, após a independência, passa a valorizar o passado e a cultura africana, trazendo a África como o berço da humanidade, fechando-se aos estrangeiros, afim de protegê-la. Nessa Nova História Africana, a ação islâmica é quase esquecida, deixando as desgraças da África apenas nas mãos da Europa.

Muito interessante é a História contada em Trinidad. A mistura de descendentes de escravos indianos, africanos e chineses, traz para a disciplina a função de propagar igualdade. O passado desses povos é contado de forma a mostrar como sempre foram pacíficos, criativos e civilizados. Quanto a escravidão, traça-se uma cronologia da escravização de pessoas, entretanto, não se fala do trafico de negros, deixando-se de mencionar que os negros da América foram trazidos da África como escravos. A escravidão é tratada de tal forma, que a imagem que as crianças de Trinidad tem de escravo corresponde a duas lindas crianças inglesas sendo postas a venda.

O quarto capítulo traz a História contada na Índia. Em um país onde muitos povos diferentes convivem, um método adotado foi comparar a Índia ao arco-íris. Para as crianças, não se fala do sistema de classe, a não ser para deplorá-lo, nem dos ritos hindus, tratando-o como um fenômeno social autônomo, totalmente desvincilhado da religião. Não se fala também da versão muçulmana de sua independência. Nota-se constantemente a necessidade de se manter a Índia unificada.

No capitulo cinco, a História árabe passa a ter importância a partir do choque com a Europa industrial e colonial. Nisso, a própria religião ajuda, e muito, já que está entre os deveres do crente conhecer os feitos e ações históricas dos profetas. A doutrina diz que a comunidade muçulmana tem a função de completar a missão do profeta. Como afirma o autor “Assim, a História é a realização dessa missão, é o plano de Deus para salvar a humanidade” (p 76). A necessidade de pecar conduz os homens a cometerem os mesmos erros, a História vem para mostrar alguns que recusaram-se a isso, já que os muçulmanos são os únicos possuidores de uma visão autentica da existência, graças a revelação de Maomé. Dessa forma, só é considerado História o que contribui para a existência do islã.

Com base nas tribos da Península Arábica, essa História não tem uma cronologia, ela é uma seleção de fatos e acontecimentos. É a História da comunidade islâmica cercada por bárbaros, que se reanima quando os países islâmicos retomam sua identidade e liberdade, dando sentido a cada problema, situando-os tributários da História ocidental.

A religião, primeira coisa a ser ensinada às crianças, toma 1/3 do tempo destinado ao ensino. A geografia contribuiu muito com isso, já que os países ábares aparecem como o centro do mundo. Percebemos também, a visão que o árabe tinha dos países vizinhos. A necessidade de se arabizar a História do Islã se manifesta publicamente quando na V Conferência Cultural Árabe foi decidido que os manuais de História seriam unificados afim de acentuar o papel dos árabes no desenvolvimento da humanidade e na luta contra o Imperialismo. No entanto, percorrendo o ensino de História nesses países, podemos notar que isso não se realiza da forma proposta. Comparando a História ensinada no Iraque à ensinado no Egito, o autor demarca algumas diferenças: no Iraque, os árabes aparecem como um povo livre, civilizado, organizado e bem estabelecido - o berço da humanidade -. Já, para os egípcios, são considerados um povo atrasado, visto até com certa pena.

Enquanto nos países sunitas as batalhas que definiriam o califa que sucederia Moawiya não aparecem nos livros didáticos, nos países xiitas é dado um lugar de destaque ao assassino e mártir Hussayn. Na História iraquiana, a relação com os árabes ocupa mais espaço do que o dedicado aos califas persas. Mas não se menciona a ação egípcia na tentativa de dominação do Iraque.

A presença dos árabes, de Chipre à Andaluzia, mostram novos povos aos europeus, que só tinham acesso a eles através das rotas árabes. Estes, ao deixarem a região, deixaram também suas práticas e técnicas aos portugueses e espanhóis, o que permitiu que se realizassem os grandes descobrimentos. A partir daí, nasce o imperialismo, motivo de sofrimento para a nação árabe até hoje.

A História é contada como se antes do imperialismo os árabes não tivessem sido dominados, esquecendo os turcos e mongóis, inclusive, ao se falar das Cruzadas, como se eles a tivessem vencido. Quanto a isso, Marc Ferro diz ser uma informação clara: os árabes venceram as Cruzadas, assim como vencerão o imperialismo.

A História ensinada na Argélia aparece inversa a europeia. Desde o inicio, é dada grande importância a existência milenar de três tribos africanas, sendo dedicados apenas dois capítulos à dominação francesa: o da conquista e o da retomada da liberdade. Mesmo assim, muito pouco se fala, como se 1 milhão de franceses não tivessem vivido entre eles.

Esta mesma negação, tal como apresentada no sexto capitulo, também é vista no Irã em relação aos árabes, considerando a dominação como o fim de sua prosperidade. Segundo a citação de Ferro “A glória do Irã vem antes da glória do Islã.” (p 105).

Há uma ridicularização do sunismo e dos árabes, usando referencias ao Iraque, não sendo mencionado nada a respeito do período de dominação. Neste caso, não se trata de uma questão religiosa, mas sim, nacionalista.

Na História turca, há uma distanciação ainda maior do que fora proposto na Conferencia, dando como origem da nação, não o Islã, mas uma raiz dupla, valorizando os hunos e os povos nômades.

No sétimo capítulo, temos a História vista da Europa, onde ela assume outras formas de valorizar o Estado Nação, como as festa na Espanha e o teatro na Inglaterra.

As festas espanholas são a memória transfigurada e espontânea que representam a História do país. Entretanto, a História aprendida pelas crianças não fala sobre o que foi feito com os idios, muito menos se fala da independência dos países da América.

Na Alemanha, a História exalta a origem da Nação e seus grandes heróis. A Revolução Francesa aparece de relance, já que a revolução acontecera muito antes, com Lutero. Pouco, ou quase nada, se fala sobre o país depois da II Guerra Mundial, mostrando que o povo alemão sempre foi perseguido, prendendo-se muito ao cinema nazista.

O clima de guerra civil invade a História na França, que diverge entre várias versões que disputam a posição de verdadeira. Os meios de comunicação apresentam uma História que não é problemática e, sem problemas, o professor perde sua posição, tornando-se um auxiliar do que é produzido por eles. Os livros didático trazem uma linguagem difícil, estatísticas e documentos, condenando as ilustrações e narrativas.

Na História da URSS, trazida por Marc Ferro no oitavo capítulo, o Partido não só se encarrega do Estado, como também da História. A História deve ser vigiada, estando sempre em conformidade com o Partido para não deslegitimá-lo. Fica a cargo do historiador do Partido, portanto, engrandecer as estruturas existentes.

Nos manuais, a verdade é muitas vezes destorcida, sobretudo quando se fala de Trotski, somente mencionado-o quando sua ação colabora com o Partido ou com Lenin. Após kruchev, Stalin também desaparece dos livros didático. Como diz Marc Ferro, há uma”lenificação suplementar da História” (p 145), com função de estimular o patriotismo. A História do mundo aparece de forma bem ampla, mas é colocada para comprovar os diferentes estágios pelos quais passará uma sociedade, segundo Marx.

Na História armênia do nono capítulo se mistura à lenda, orgulhando-se de ser a primeira nação cristã, fato conhecido de todas as crianças. A questão da evolução da sociedade também se faz presente na Armênia soviética, mas pouco se fala sobre religião, parte fundamental dessa História, exceto quando o tema é usado para falar de dominação. Mostra-se também uma vergonha em relação ao dinheiro e ao comercio.

No capítulo dez, sobre a Polônia, a História para depois de 1945, refugiando-se no cinema. Sua função é despertar a admiração dos alunos pelos grandes heróis da História, privilegiando os movimentos revolucionários. Ela deve envolver emocionalmente os alunos para que eles sintam os motivos que impeliram esses heróis, além de desenvolver o sentimento patriótico. A História mostra às crianças que os alemães sempre tiveram vontade de destruir a Polônia. Por outro lado, os conflitos com os russos não aparecem, ficando apenas uma relação de amizade: no caso de 1919-20, a responsabilidade pelos acontecimentos recai sobre os estrangeiros, culpados por manipular a Polônia para investir contra a URSS. A religião também não aparece na História polonesa, na qual os ricos e nobres aparecem sempre como traidores da pátria.

O capítulo onze fala da China, onde a História tem a função de fortalecer o proletariado, mostrando que o povo é seu motor, e que o marxismo é a única forma de entendê-la. Ela também tem a intenção de mostrar a superioridade do socialismo sobre um capitalismo decadente. É preciso que as crianças sintam o que seus pais sofreram através das descrições do professor. Ele deve também passar quatro virtudes fundamentais aos alunos: o patriotismo e valorização das coisa genuinamente chinesas, mostrar que o internacionalismo consiste em um interesse entre os povos, apontando as nações oprimidas, a moral socialista da classe trabalhadora e mostrar o ensino pelo trabalho através dos tempos, valorizando o trabalho manual. Coloca-se a analise da História na dependência da ideologia. No entanto, há uma dificuldade de se conciliar o passado da China com o modelo marxista, fazendo com que isso se torne mais praticável no presente.

Ferro mostra que também há diferenças entre as Histórias ensinadas em Pequim e Xangai. Em Formosa, a primeira coisa aprendida pelas crianças é ter orgulho do passado da China. Curioso é ver que só por volta dos doze anos é que eles tomam conhecimento de que o país permanece dividido desde 1945. Eles também aprendem que os jovens devem defender a pátria da mesma forma que fariam por suas mães, sendo-lhes mostrado claramente a necessidade de se reconquistar a China continental, estimulando inclusive o ódio aos comunistas através de Histórias trágicas.

Já, em Pequim, na China Popular, os livros são ainda mais politizados, trazendo para a sala de aula elementos do presente para que as crianças se identifiquem. Ela mostra a crueldade do período de exploração capitalista, valorizando os que possibilitaram o surgimento de uma nova sociedade. A questão do surgimento ou não de um capitalismo sem a ação estrangeira, também constitui um problema para essa História, que julga que por culpa da Europa permaneceu na fase do feudalismo até o seculo XIX. Essa História desperta criticas pelo fato de não possuir um livro de História geral da China.

O problema quanto ao feudalismo, seu inicio e tempo de duração, permanece, tentando estabelecer se houve ou não evolução entre as guerras.

Quanto a essa História, o autor finaliza o capitulo com a seguinte citação “Tal representação do passado só vale a título precário, pois o pensamento de Mao Tsé-Tung e sua visão da História continuam legítimos e a sustentam. Quando seus erros forem condenados e elaborarem outra História, surgirá necessariamente uma dificuldade: conciliar a visão determinista da História, destinada a legitimar o poder dos dirigentes, com o exercício desse poder que, ao fazer um apelo permanente ao voluntarismo, choca-se com a resistência das sociedades” (p 234).

No capítulo doze, acompanhamos a mudanças pelas quais passou o ensino da História no Japão. A principio, ele trazia o imperador como descendente dos Deuses, sendo, portanto, passado às crianças que ele devia ser visto como um pai, exaltando sempre sua bondade e competência. A função dessa História não era a de reportar a verdade dos acontecimentos, mas forjar um patriotismo e identificar a população com a politica do imperador. A História é então associada à geografia, à moral e ao estudo de línguas, recebendo o nome de Kokuta, que segundo o que era ensinado, era responsável pela estabilidade do império japonês, coisa que, por não possuírem, os estrangeiros sofriam.

No inicio do seculo XX, algumas coisas são agregadas a essa História, como a valorização do individualismo, garantindo que o sucesso de cada um representaria a prosperidade da Nação, passando com isso a mensagem de que o passado não deveria mais servir de modelo, já que o período dos samurais fora repleto de desigualdades, injustiças e brutalidades. Também aparece uma valorização das ideias ocidentais, condenando a Ásia ao atraso, colocando apenas o Japão em posição de país moderno, baseando-se na Inglaterra. Da glorificação do imperador, passa-se à glorificação do Estado.

Durante a Segunda Guerra Mundial, essa História sofre grandes mudanças: o estrangeiro deixa de ser um exemplo para se tornar uma ameaça, a Ásia passa a ser valorizada, considerando-se que os países devem se dar as mãos por serem parecidos, como no caso da china, o darwinismo se faz notoriamente presente nos livros didático. Contudo, após 1945, com a intervenção norte-americana, os livros abandonam o patriotismo, passando a exaltar a democracia e o parlamentarismo. A origem divina do homem é substituída pelo homem pré-histórico. Entretanto, essas História continuam habitando a memória popular, mantidas pelo teatro no, os contos, as práticas e tradições xintoístas e o cinema.

Por volta dos anos sessenta, as ideias de uma democracia socialista e o marxismo passam a figurar, trazendo, assim como na China, as revoltas camponesas. Mas a participação do japão na II Guerra segue a História na Alemanha, quase não tocando no assunto.

No capitulo treze, o mito da construção do paraíso com iniciativa e o suor do rosto, da inicio a História do país. Com a I Guerra, vê-se a necessidade de escamotear os conflitos religiosos e de nacionalidade, colocando em seu lugar a ideologia do Nelting-Pot, que colocava a todos como membros de uma mesma Nação. A partir disso, passa-se a valorizar tudo o que identifique os americanos como tais. Todos os problemas do passado são colocados como um difícil caminho pelo qual a sociedade passou para chegar ao estágio em que se encontrava, previsto pelos Pais Fundadores, fazendo dessa “uma História sem histórias” (p 262).

O cinema passa então a reforçar, de forma simples e acessível, essa História, onde ela assume a forma de um romance moralista e despolitizado, que valoriza a liberdade do Novo Mundo.

Nos Estados Unidos, a História assume algumas formas interessantes como poucas no mundo: o culto à lugares sagrados constitui uma prática comum entre os americanos, outra curiosidade são os chamados museus vivos que são pessoas mais velhas passando às novas gerações como aconteciam as coisas no seu tempo.

Nos anos sessenta, a luta dos negros por uma maior participação dos negros na História trouxe mudanças para os livros didático, que passaram a trazer histórias negras da Nação. A iniciativa dos negros levou outras minorias a lutar por uma maior expressão na História norte-americana, isso possibilitou uma grande variedade de versões dela.

Salvo os casos de alguns livros didático, de uma forma predominante, a História permanece desproblematizada, centrada, como em muitas outras áreas, no que aconteceu dentro do país, dando pouca ou quase nenhuma atenção à História estrangeira.

No ultimo capítulo, Marc Ferro traz as contra-Histórias dos mexicanos, chicanos e aborígenes australianos.

Muitas dessas contra-Histórias tentam a institucionalização. No México, a contra-História se fez História, agora descolonizada. Para os chicanos dos Estados Unidos, isso demorou um pouco mais, mas, graças ao Movimento Chicano, mudou sua cronologia, começando com a chegada dos espanhóis, não com a dos Pais Fundadores, dentre outras mudanças.

No caso aborígene, essa História se mantem na tradição oral, sendo transcrita pelas crianças, misturando História e lenda. Para exemplificar, como não há livros didático, o autor se utiliza de textos produzidos por essas crianças, que contam o passado descrito por seus pais.

É evidente a importância do livro didático no processo do ensino de História, todavia, o autor mostra que existem outros meios de fazê-lo, como a televisão na França, o cinema na Alemanha, Estados Unidos e Polônia, as festas espanholas e a tradição oral na África e Austrália.

Interessante é ver algumas semelhanças entre as formas de se construir a História Nacional, como no caso dos países comunistas, mesmo que em cada um desses lugares ela atenda a objetivos próprios e diferentes.

O livro de Marc Ferro constitui-se uma bibliografia indispensável, não apenas para a prática docente, mas também, uma rica contribuição à pesquisa. Ele traz elementos interessantes pelos quais podemos avaliar como a História se realiza, de uma forma ou de outra, em cada lugar.

FERRO, Marc. A manipulação da História no ensino e nos meios de comunicação. São Paulo: IBRASA, 1983.